Aqui me sento, aqui penso, aqui escrevo, não peço que olhem, peço que escutem, e desfrutem a leitura de olhos cerrados, tal como devemos olhar uma pintura. Um dia após o outro é como um tríptico, a razão do amanhã, deve-se á atitude de ontem, e tal como olhamos uma pintura, olhemos o ontem.
Quantas vezes olho para um quadro com os olhos semicerrados, ninguém me ensinou, aprendi, A cor muda; As formas desprendem-se, e vagueiam pelo olhar, e entendo o que está por baixo, aquilo que o criador deitou no seu momento de êxtase para cima da sua base, é sempre mais que o esboço traçado e rabiscado ao longo dos dias e que ao juntar todas essas partes pensadas, elas saem de baixo e unem-se compõem-se, e ficam á vista de todos, todos aqueles que não sabem cerrar os olhos e não sabem entender o porquê. Eu aprendi, ninguém me ensinou, por isso sei, sei o que posso desfrutar, o que posso chorar, o que posso pedir, o que posso lamentar, o que posso sofrer amanhã, porque sei o que está por baixo, PORQUE SEI, da mesma forma que rebobinou os gestos mais mecânicos do dia-a-dia, e faço-me perceber a razão pela qual o ontem foi assim, e porque o amanhã decorrerá tal como previ. Poderás não lá estar, porque também tu, sim tu, corres como um relógio, e depois, páras, e descansas, como Dali imortalizou na Persistência da memória (1931), e sonhas em voltar ao passado e fazer tudo de forma tão igualmente diferente que viverás num carrossel.
Vivemos num carrossel, vivemos metaforicamente num carrossel. Sitio onde todos nós um dia brincamos e sonhamos ser cavaleiros e príncipes, sorrindo ao sabor dos altos e baixos do movimento do carrossel e acenando com uma alegria contagiante cada vez que passávamos em frente de quem nos disse, “vai, sobe”. Hoje vivo num carrossel, com altos e baixos, todos vivemos, não quero que pare, posso fugir mas não existem distâncias entre mim e aqueles que cruzam as vidas uns dos outros. Quando ele pára, apenas mudamos de sítio e esperamos o recomeço da viagem.
Os dias não são ciclos fechados, não acabam nem começam, encadeiam-se e misturam-se com uma finalidade: fazer perder a noção do que é o nosso dever fazer acontecer.
Music: We are all made of stars - Moby
Getting away with it - James
Quantas vezes olho para um quadro com os olhos semicerrados, ninguém me ensinou, aprendi, A cor muda; As formas desprendem-se, e vagueiam pelo olhar, e entendo o que está por baixo, aquilo que o criador deitou no seu momento de êxtase para cima da sua base, é sempre mais que o esboço traçado e rabiscado ao longo dos dias e que ao juntar todas essas partes pensadas, elas saem de baixo e unem-se compõem-se, e ficam á vista de todos, todos aqueles que não sabem cerrar os olhos e não sabem entender o porquê. Eu aprendi, ninguém me ensinou, por isso sei, sei o que posso desfrutar, o que posso chorar, o que posso pedir, o que posso lamentar, o que posso sofrer amanhã, porque sei o que está por baixo, PORQUE SEI, da mesma forma que rebobinou os gestos mais mecânicos do dia-a-dia, e faço-me perceber a razão pela qual o ontem foi assim, e porque o amanhã decorrerá tal como previ. Poderás não lá estar, porque também tu, sim tu, corres como um relógio, e depois, páras, e descansas, como Dali imortalizou na Persistência da memória (1931), e sonhas em voltar ao passado e fazer tudo de forma tão igualmente diferente que viverás num carrossel.
Vivemos num carrossel, vivemos metaforicamente num carrossel. Sitio onde todos nós um dia brincamos e sonhamos ser cavaleiros e príncipes, sorrindo ao sabor dos altos e baixos do movimento do carrossel e acenando com uma alegria contagiante cada vez que passávamos em frente de quem nos disse, “vai, sobe”. Hoje vivo num carrossel, com altos e baixos, todos vivemos, não quero que pare, posso fugir mas não existem distâncias entre mim e aqueles que cruzam as vidas uns dos outros. Quando ele pára, apenas mudamos de sítio e esperamos o recomeço da viagem.
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