Monday, August 28, 2006


A menina que um dia me deu a mão
È a mesma menina para a qual um dia olhei…
E é a menina que eu, um dia pedi em jeito de previsão…
Nesse dia menino era, e hoje menino sou de novo…
A previsão disse que o tempo era a solução…

Por causa da menina a quem um dia pedi o coração
Descobri a pureza de escrever o olhar e soltar sensação…
Soltei uma fonte que hoje tem descrição…
Basta escrever com paixão

Um dia com a menina me sentei…
Estou aqui e troquei um símbolo
E olhei, fiquei a olhar tal como um dia olhei…
E recebi um símbolo…
Que guardei…

E o tempo era a solução…

Esse tempo que passou…
Hoje dobrou…
O ontem ensinou…
Que o hoje triplicou…
que o tempo que para trás ficou
é hoje repostou…

o menino que um dia olhou…
o menino que um dia pediu…
o menino que um dia chorou…
o menino que um dia voou… com a menina que um dia lhe deu a mão…
é hoje um homem, alguém que descobriu, que o impossível não existe…

23 de Junho “basta lembrar, basta sorrir, basta um olhar. Basta pensar…, e ter vontade de dizer, mas por vezes basta… sorrir com os olhos, no olhar, e dizer com os olhos a sorrir…”

António Gedeão: Pedra Filosofal

Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre a mãos de uma criança.

Nós sabemos, qual o nosso sonho, O NOSSO SONHO, a NOSSA REALIDADE,
As nossas letras mágicas…

Music: The Veils- The leavers dance

Tuesday, August 15, 2006

Hà muito tempo que nada se escreve, mas o silêncio de não escrever também comunica.
Por vezes os sentimentos que se apoderam das pessoas são tão fortes que não existem adjectivos linguísticos para os expressar, muito por culpa de tão rico e vasto vocabulário que constitui o nosso léxico. E assim ao querer dizer o que sinto não existe nada que consiga equiparar o que se sente. OBRIGADO, descobrimos o botão que fez clic, um clic escondido, OBRIGADO, por termos percorrido caminhos tão iguais e tão proximos, mas tão distantes, mas que acabaram por se unir, e desde esse começo hoje longínquo mas recordado nostalgicamente como se tivesse sido ontem, esse começo só o podemos agradecer a algo que nos guia, algo que nos fez dar este e aquele passo, este e aquele gesto, esta ou aquela opção, que no fim depois de proximamente distantes, se unem como dois caudais de um rio, que juntos desaguam no mesmo mar, e ai juntos percorrem o imenso oceano, e ai juntos dão os passos unidos, ritmados num único sentido, O NOSSO, e agora o algo que nos guiou até á união, revela-se, o algo que nos guiou. somos NÓS, OBRIGADO, por sermos.

A todos, sorriam, quando olharem para fora da janela, quando derem o primeiro passo do dia na rua, parem, parem um segundo, abram os braços respirem o céu, sorriam, se chove sorriam, se faz sol sorriam, se faz frio sorriam, SORRIAM e venerem cada acontecimento desde o mais pequeno ao mais complexo, venerem a gota que cai, o riso do vento, o gesto de uma criança, o olhar de um velho, e em cada gesto existe felicidade, e como já escrevi… a felicidade multiplica-se dividindo-se, eu dividi por dois e multipliquei, o resultado esse é para ser vivido com quem constitui a divisão da minha felicidade.
São oito letras, oito letras que formam um nome, são sete letras, sete letras que formam um nome,

E infinitas são as letras que formam o resultado…

Music: Mew- Comforting sounds
El Bosco- Nirvana