São nestes momentos que sentimos o que as pessoas significam nas nossas vidas, é nestes momentos que nos sentimos pequenos, indefesos e impotentes para travar o que não queremos que se solte. Sentimos o nosso interior a mexer, num burburinho irrequieto, a querer soltar-se, a querer deixar sair sentimentos verdadeiros, imaculados e puros.
Choramos alegres ou choramos tristes, alegres por aquilo que temos, tristes por aquilo que queremos e não temos. Mas nunca vamos deixar de ter aquilo que vivemos e que passamos juntos, e o que virá, virá sempre com alegria, e quando voltarmosa chorar será de alegria pois na verdade nunca perdemos o que nos faz estar em constante burburinho... e faz fugir, refugiar, pois há momentos tão fortes que não sabemos como viver com eles.
E, na verdade, o que é mais engraçado nisto tudo, é que bastam uns pequenos cinco longos segundos para nos revelarmos e darmos a conhecer o tão frágil que são os nossos sentimentos, as nossas sensações, as nossas emoções, e nem uma palavra é precisa.
Cada um guarda para si o que sente, talvez porque nada consegue traduzir o que cada pessoa significa nas nossas vidas... Sei que estaremos todos juntos de novo, um dia, num sítio qualquer, para chorar de alegria... e sorrir... e viver... sempre juntos.
